Cthulhu Crisis

A Sombria Canção dos Mortos

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Chicago, 1921.

SALÃO CÉU AZUL

Era sexta-feira à noite em Chicago quando as vidas de três velhos amigos mudaram para sempre.

O Salão Céu Azul, um estabelecimento ilegal conhecido por ser um dos mais finos bares da cidade seria o palco do bizarro espetáculo que estava prestes a acontecer. Os infelizes atores dessa peça eram o general Oliver, um renomado oficial militar bastante conhecido em Chicago, Richard Holmes, um investigador particular com conflitos com a polícia, e o alemão Schultz, um teólogo alemão.

O local era impressionante. Após aguardarem por um longo tempo em uma sala de espera, cujos pisos quadrados se intercalavam nas cores azul e branca e as paredes eram de um tom de creme confortante, com um notável lustre elétrico pendendo em seu teto alto. Após subirem alguns degraus em direção ao salão principal, os três amigos se viram ainda mais surpresos com a fantástica estrutura do local. O salão era imenso, tanto em questão de altura quanto área. Vários lustres elétricos adornados em vidro, prata e ouro iluminavam o local, sendo auxiliados por um vasto número de candelabros acesos sobre as incontáveis mesas circulares cobertas por alvas toalhas com renda nas pontas, cercadas por numerosas cadeiras de madeira clara. As mesas ocupavam a área central do salão, sendo que na sua extrema direita havia um palco, enquanto do outro lado havia a área dos funcionários e os bares e suas bancadas, com algumas cadeiras altas de cedro com almofadas azul-bebê ou creme.

Eles percebem que os funcionários são todos negros, enquanto os frequentadores são brancos. Os visitantes estavam muito bem trajados, sendo que os homens usavam caros ternos e as mulheres, belíssimos vestidos de gala. Os funcionários usavam o mesmo tipo de roupa, mas sempre na cor azul-bebê.

Os três amigos são levados até uma mesa um tanto mais afastada da escada que levava ao salão. Ao se sentarem, percebem estar muito próximos de uma parede com uma misteriosa velha porta que destoa do local; aparentemente, ele deve ter caído em desuso há muito tempo. Eles perguntam ao gerente do que se tratava aquela porta, que diz ter sido uma rota de acesso dos camarotes há muito tempo atrás, sendo que hoje ela já não era mais usada.

Após algum tempo, um homem que já estava no salão se aproxima da mesa de Oliver, Richard e Schultz. Ele rapidamente pega um lugar e parece não se importar com o grupo; a atitude do sujeito desperta a curiosidade e instigar certa raiva nos três amigos, que passam a questioná-lo sobre o que ele estava fazendo naquela mesa.

O homem não chega a dizer seu nome. Ele sujeito de porte médio, de óculos de armações grossas, cabelo ensebado penteado para o lado e com sobrancelhas grossas e unidas. Ele parece estar bastante nervoso, batendo os dedos na mesa freneticamente e suando pela testa. O grupo acredita que ele está esperando alguém. Quando um garçom se aproxima da mesa, Oliver pergunta a ele se aquele homem lhe era familiar. Usando um pouco de lábia, o general descobre que ele havia sido visto com alguns mafiosos.

A porta atrás da mesa se abre, derrubando um pouco de poeira do seu topo e batendo em uma das cadeiras próximas. De lá sai um homem negro, alto e de cabelo raspado. Ele usa um terno marrom bastante gasto, destoando de todos no recinto. Richard o reconhece como Leroy Turner, um trompetista local. A identificação se confirma quando o grupo vê o trompete prata que Turner carrega. Oliver estranha o instrumento; trompetes normais costumam ter apenas três pistões: aquele possuía quatro.

Quando Turner tenta ir em direção ao palco, ele precisa passar pelo homem ansioso na mesa do grupo. Ao pedir gentilmente ao sujeito, o trompetista é respondido com palavras rudes. Ele então pede licença a Oliver. Os três amigos logo percebem que Leroy está bêbado. Oliver pede antes para ver o trompete, que o músico muito relutantemente entrega ao general. Estranhas figuras desconhecidas por Oliver estão gravadas no interior do instrumento. O general permite que Turner passe.

Quando o músico sobe ao palco, a música que a banda estava tocando parece melhorar absurdamente. Leroy é realmente um instrumentista talentoso, destacando-se em meio à banda. O grupo continua a beber até que o líder dos músicos faz um anúncio homenageando o prefeito que havia acabado de vencer uma eleição e se encontrava naquele estabelecimento ilegal.

Enquanto o homem está falando, um mirrado sujeito com cara de rato adentra o salão, sendo percebido por poucos. Quando o grupo o percebe, ele está atrás do sujeito ansioso da mesa. A banda volta a tocar, o trompete soa alto. Um tiro abafado pela música salta do cano de uma .45 e acerta a cabeça do estranho homem sentando na mesa. Miolos voam por todos os lados e acertam o general. Poucos fora o grupo percebem o ocorrido. O assassino sai correndo. Olive e Richard o seguem ferozmente. Schultz está estarrecido.

O general e o investigador seguem o assassino pela porta donde Leroy saiu. Eles descem uma longa e empoeirada escada caracol feita de ferro, que leva até uma escura sala deixada às traças com uma única porta que leva à rua. Quando os dois protagonistas abandonam os domínios de trevas da fria sala abandonada, eles veem um Packard cinza ligando seus motores em meio à chuva. Richard tenta atirar contra o carro, mas não consegue acertá-lo quando ele entra em movimento. Oliver pega sua moto militar e tenta seguir o assassino misterioso, mas não obtém sucesso. O general percebe que a placa do carro foi arrancada.

Quando o general retorna, o investigador o espera sob o batente da porta. Eles escutam a música tocando no salão acima e conversam brevemente sobre o acontecimento.

O dorso do homem que acabara de ser assassinado pousava sobre a mesa com seu crânio estourado pintando a toalha de um tom de rubro aterrador, com o rosto coberto por uma expressão disforme e sinistra devido ao estouro na parte superior da cabeça. Miolos cobriam a elegante mesa circular como espessas larvas sobre um pedaço de carne podre. As pessoas próximas a Schultz chamam os funcionários, rezam e falam gritando. Ninguém sabe exatamente o que fazer e o desespero começa a tomar conta da área próxima a Schultz.

É quando o teólogo alemão percebe que o cadáver começa a bater a ponta dos dedos sobre a mesa ao ritmo da música. Assustado, ele grita aos demais sobre o que estava acontecendo. Logo as pessoas começam a correr. O cadáver se levanta como uma marionete. Seu dorso se torna rígido. Sua testa baleada derrama sangue por todos os lados. Seus olhos são cobertos por uma fina camada azulada. Ele murmura algo que Schultz não entende. Desesperado, ele se levanta, e o cadáver faz o mesmo. O morto anda pelo salão, e conforme as pessoas o percebem, começam a se levantar e a sair correndo. Oliver e Richard escutam o inferno no Salão Céu Azul e resolvem para lá volta. Quando eles lá chegam, percebem o descontrole do salão. A banda havia parado de tocar e só observa a demoníaca massa agitada que se contorce enquanto corre pelos pisos de cerâmica branca e azul. Eles correm pela escada, derrubando uns aos outros, pisoteando os corpos caídos. Quando o cadáver cai no chão, o mesmo acontece a ele. Ele se levanta, cai novamente, e cada vez que isso acontece, sua situação fica ainda mais deplorável. Agora ele estava perdido em meio à multidão.

Schultz desce as escadas e tranca o salão. Richard se põe debruçado ao apoio que permitia ver o andar de baixo, saca sua .45 e fala para todos se acalmarem. Oliver encontra um telefone e liga para a polícia. Logo eles veem o cadáver descendo as escadas. Pessoas desmaiam, choram, rezam e gritam, mas o cadáver segue seu caminho sem hesitar. Richard acredita escutar o morto dizendo “Joey“. Assim que a criatura termina de descer as escadas, é possível escutar as viaturas. Schultz abre as portas e o morto as atravessa. É quando um dos carros policiais o acerta, arremessando-o para longe, derrapando e batendo contra um poste. Dos demais carros policiais, além dos homens que ajudam aqueles da viatura avariada, sai Henry Manfredini, investigador policial e rival de Richard Holmes.

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O DIA SEGUINTE

Oliver e Richard acordam cedo e vão ao departamento de polícia. Lá encontram Manny conversando com o diretor do departamento em uma sala, contando os acontecimentos do dia anterior a ele. Assim que o investigador policial deixa o local, Oliver pede a ele que se mantenha em silêncio sobre aqueles fatos para não causar uma maior comoção. Após isso, os dois investigadores se direcionam aos arquivos do departamento. Lá eles descobrem que Manusco tinha poucas passagens criminais importantes. Oliver descobre que muitas denúncias de perseguição por um Packard cinza ocorreram recentemente em uma pobre área isolada de Chicago. Richard leva quatro horas para encontrar o homem que assassinou Manusco. Ele busca por Joey e sua suspeita se confirma; Joey Larson, um violento e perigoso criminoso da cidade foi responsável pela morte de Pete. Schultz, enquanto isso, buscava por mais informações sobre o estranho trompete nas igrejas locais. Ele descobre muito pouco sobre o objeto, o que o faz acreditar se tratar de algo completamente alienígena.

Os três se reúnem e vão à funerária. O local também possuía um cemitério particular, onde um enterro parecia estar acontecendo. Havia uma banda acompanhando o funeral. Eles perguntam à secretária da funerária o que está acontecendo, mas ela responde que é um simples enterro de um senhor da região. Os três investigadores se aproximam do evento e percebem que a banda a tocar é a mesma que estava tocando no salão. Eles também percebem que Leroy Turner não está lá. Há um grande caixão de madeira escura esperando para ser enterrado.

Assim que os três veem o trompetista se aproximando, Oliver se posiciona próximo ao caminho que o músico irá passar. Ele começa a segui-lo até o local do funeral, mas nada anormal acontece. Algum tempo depois, Turner começa a tocar junto à banda. Schultz corre até ele para impedi-lo. Alguns homens sacam armas. Richard e Oliver pegam revólveres e apontam para os homens. Turner pressiona o quarto pistão. Uma batida é escutada no interior do caixão. Schultz soca a cara de Turner. Homens apontam a arma para o general e o investigador. Schultz soca novamente Leroy, que apaga. O homem dentro do caixão quebra a tampa. As pessoas olham abismadas para ele. Richard e Oliver atiram contra o morto-vivo. Schultz pega o trompete e pressiona o quarto pistão.

Os três se reúnem e vão à funerária. O local também possuía um cemitério particular, onde um enterro parecia estar acontecendo. Havia uma banda acompanhando o funeral. Eles perguntam à secretária da funerária o que está acontecendo, mas ela responde que é um simples enterro de um senhor da região. Os três investigadores se aproximam do evento e percebem que a banda a tocar é a mesma que estava tocando no salão. Eles também percebem que Leroy Turner não está lá. Há um grande caixão de madeira escura esperando para ser enterrado.

Assim que os três veem o trompetista se aproximando, Oliver se posiciona próximo ao caminho que o músico irá passar. Ele começa a segui-lo até o local do funeral, mas nada anormal acontece. Algum tempo depois, Turner começa a tocar junto à banda. Schultz corre até ele para impedi-lo. Alguns homens sacam armas. Richard e Oliver pegam revólveres e apontam para os homens. Turner pressiona o quarto pistão. Uma batida é escutada no interior do caixão. Schultz soca a cara de Turner. Homens apontam a arma para o general e o investigador. Schultz soca novamente Leroy, que apaga. O homem dentro do caixão quebra a tampa. As pessoas olham abismadas para ele. Richard e Oliver atiram contra o morto-vivo. Schultz pega o trompete e pressiona o quarto pistão.

O teólogo se vê em uma colossal salão de teto esférico; o domo é moldado pela carne putrefata de corpos vagamente humanoides que se agarram em um demoníaco frenesi, contorcendo-se e gritando. Ao seu lado, enormes flautas feitas de ossos, emanando estranhas melodias de notas dissonantes, certamente compostas por uma mente perturbada ou alienígena. O mais bizarro é a sombra que ele vê no fundo da sala. Por mais que ele não consiga discernir a imagem completamente, ele nota que o demônio possui três longas pernas caprinas, um dorso que é remotamente humano com inúmeras marcas medonhas, braços que terminam em garras compridas e nefastas; todas essas características já seriam o suficiente para enlouquecer qualquer homem, mas sua forma ainda apresenta um detalhe herético, blasfemo, repugnante e pavoroso: a criatura não tinha uma cabeça, mas sim um enorme tentáculo sobre seu dorso que parece conter uma disforme bocarra monstruosa.

Quando Schultz desperta de seu pesadelo terrível, ele agarra o trompete com todas suas forças, repetindo e sussurrando uma única frase e se prostrando ao chão: ”Iä, Iä, Cthulhu fhtagn… Iä, Iä, Cthulhu fhtagn…”

O morto-vivo se aproxima de Schultz e cai de joelhos sobre o chão. A criatura retorna às mãos da morte e cai. É nesse momento que um Packard cinza parado na rua rompe as grades metálicas que protegem o cemitério e vai à toda velocidade contra Schultz. Richard tenta pular frente ao teólogo para tentar tirá-lo dali, mas falha e acaba ficando parado. O carro gira sobre os túmulos e para com o banco de passageiros frontal virado para Schultz. A porta se abre e de lá sai Joey. Desesperado, Richard puxa sua arma e tenta atirar contra o assassino, mas seu tiro só atinge Joey de raspão. O homem agarra Schultz e o carro gira novamente, agora batendo nas costas de Richard à toda velocidade, fazendo-o cair no chão e apagar. Schultz é puxado para dentro do carro. Oliver tenta atirar contra o motorista com sua espingarda e consegue. O homem, tremendamente ferido, só consegue pisar no acelerador, atravessando as grades contrárias de onde ele veio e parando um pouco mais a frente. Logo eles descobrem que um outro elemento já esperava por Joey na frente, armado com uma metralhadora.

Schult havia sido levado pelos bandidos, Richard e Turner estavam desmaiados. As pessoas que estavam no velório estão no chão tremendo de medo. No meio do pandemônio, ergue-se imponentemente o general Oliver.

O homem leva Richard para seu carro e depois volta para falar com Turner. Ele imagina que a polícia deveria estar chegando a qualquer momento. Ele tenta, com sucesso, despertar o trompetista. O homem pede um pouco de bebida, que o general possui convenientemente e o entrega receosamente. Turner revela alguns detalhes do trompete, falando que o objeto havia sido entregue a ele por Louis Armstrong e que ele não sabia como conseguia fazer que mortos levantassem. Ele também revela que as denúncias de perseguição do Packard cinza eram dele. O general percebe o semblante triste do homem e pergunta se algo havia acontecido, e ele revela que sua namorada havia morrido dois anos atrás.

Schultz, sem saber, é levado para um grande depósito e é trancado em uma sala escura com não mais do que uma luminária fraca sobre uma mesa velha e uma porta. Quando acorda, ele escuta o que parece ser uma música tocando a partir de um rádio. Ele grita com todas suas forças para parar com aquele som; de alguma forma, ele não consegue tolerar escutar aquilo. Assim que ele grita, um homem grande e forte entra na sala, trajando elegantes roupas escuras. Schultz grita e se debate perguntando o que ele quer. O homem revela que ele estava atrás do trompetista que poderia reviver os mortos. Schultz começa a gritar e a discutir com o homem, que aponta uma arma para sua cabeça. Ele diz não ter nada a perder e sua vida é tirada no mesmo momento.

Richard é levado ao hospital, com vértebras e costelas quebradas, além de alguns ferimentos mais básicos. Uma semana depois, ele é visitado por Manfredini e Oliver. Os dois discutem sobre uma incursão a ser realizada pela polícia a um depósito apontado pelo dono do Céu Azul. Richard e Oliver pedem para participar e Manny concorda. Com o passar do tempo, Richard se recupera. Oliver descobre que Turner não vive mais em seu apartamento, tendo desaparecido. O general e o investigador procuram por pistas dentro da casa de Turner e encontram uma série de pautas musicais com uma música escrita. Eles levam isso a um trompetista que consegue entender a música, dizendo que ela havia sido criada de forma a indicar que ao terminar a música pela primeira vez, ela deveria ser tocada ao contrário. Os investigadores contam todo o caso ao músico e ele sugere que a música tocada de traz para a frente, invés de trazer mortos à vida, levaria as coisas vivas à morte.Ele ainda se pergunta o porquê de Turner ainda não ter trazido sua amada de volta à vida.

Alguns dias antes da incursão, uma notícia de um jornal de pouco crédito revela que um grupo de gângsteres foi morto. Em um primeiro instante, após um dos elementos ser morto por um segurança, um dos criminosos trocou um trompete e o morto se levantou, atirando nos próprios aliados. O músico, contudo, escapou. Sabendo disso, Richard e Oliver deduzem que Turner fora ressuscitar sua amada. O outro trompetista conta a Richard e Oliver que a namorada de Turner foi enterrada no cemitério St. Michel.

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O CEMITÉRIO

Oliver pediu ajuda policial para a ida ao cemitério, mas só conseguiu fazer com que um homem o acompanhasse. Quando o general, o investigador, o policial e o trompetista chegaram ao cemitério, era noite e o vento estava forte. Ao longe, era possível escutar o som de um trompete tocando. O músico que acompanhava o grupo reconheceu a música como aquele que ele analisara dias antes.

Eles resolvem observar a cena do lado de fora das grades do cemitério. Lentamente, cada túmulo se quebra e de dentro deles saem mortos. Todos os mortos do cemitério estavam levantados, porém parados. Somente um corpo caminhava; um corpo feminino, nu, de uma garota negra que em vida deveria ser muito bela. Ele caminha até seu amado. Observando o caminho que ela faz, eles encontram Leroy. Richard tenta atirar contra ele e erra. A música começa a tocar com mais intensidade. Os mortos correm contra o grupo.

O policial, aterrorizado, assume que o melhor para ajudar o grupo é tirar aquelas criaturas dali. O resto do grupo concordo. Ele pega sua moto e começa a atrair os mortos com o ronco do motor do automóvel. Os demais correm em direção a Leroy. Passando por fileiras intermináveis de mortos, atirando e afastando aqueles que podem, eles conseguem fazer o caminho até o trompetista. Eles tentam lutar contra Leroy, mas os mortos restantes os impedem. Quando Richard atira contra Leroy, o músico consegue ainda tocar uma última nota antes de morrer. Quando a nota termina de soar, ele retorna à vida e continua tocando. Nesse momento, o policial atravessa um posto de gasolina e tenta atirar com sua espingarda em uma das bombas. Ele erra e o recuo da espingarda o faz cair da moto. Os mortos se aproximam dele.

Oliver corre em direção a Leroy e o soca. O trompete cai.

“Toque a música ao contrário! Agora! ” Ele disse.

O trompetista pega o instrumento e o toca. Um som ensurdecedor começa a emanar dos mortos e do trompete. Richard e Oliver caem ao chão, mas o músico continua a tocar. O policial vê a fileira de mortos lentamente caindo a sua frente; ele estava a salvo.

A polícia chega um pouco mais tarde, após alguns habitantes da região reclamarem de estranhos barulhos vindo da rua. Alguns até dizem acreditar terem visto mortos andando pelas ruas. No cemitério, a cabeça do trompetista está repleta de buracos que expelem sangue, como se ele tivesse sido alvejado por balas. Enquanto isso, Oliver e Richard estão dormindo sobre uma poça de vômito e sangue, cercados por mortos e túmulos quebrados. Contudo, o cantar dos insetos e o piar das corujas e corvos do local é acompanhado pelo sussurro dos dois velhos amigos:“Iä, Iä, Cthulhu fhtagn… Iä, Iä, Cthulhu fhtagn…”

O policial que os acompanhava se aproxima da cena; ao ver o trompete, o quebra. Fazendo isso, uma voz extraplana, gutural e bizarra sussurra um nome perdido na escuridão das eras: “Nyarlathotep”.

Meses mais tarde, a banda de Leroy Turner lançou uma música com um solo dele. Seu nome era “A Batida do Defunto”, mas para aqueles investigadores, aquela sempre seria a Sombria Canção dos Mortos.

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VictorSuzumura

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